Corpus de Textos Antigos
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Representação em textoEspelho de Cristina
| Title | Espelho de Cristina |
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| Autor | Christine de Pisan |
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| Edição | Ana Luisa Sonsino |
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| Tradução/Redacção | Tradução de Livre des Trois vertus, 1405 |
| Data da Tradução/Redacção | 1450-1518 |
| Testemunho | Espelho de Cristina, Lisboa, Hermão de Campos, 1518, Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa. BDMII50. |
| Data do Testemunho | 20-06-1518 |
| BITAGAP | Manid Copid 1079 Texid 10018 |
| Género | Literatura didáctica |
E por isso lhe diremos assi . Entẽdee simprezes molheres q moraes nas aldeas e terras chaãs que ameude nom podees ouuir ho que a ssancta egreja vos ensina pera vossa saluaçom se nom he ao domingo per vossos abades ou priores que teẽ cura de vossas almas . Reteẽde nossa liçã e fazee lhe caminho como possa chegar a vossas orelhas a fim q ygnorãçia q vos pode ẽganar p mingua de saber nõ torue vossa saluaçõ Primeiramẽte deuees de saber q hi ha huũ soo deos todo poderoso e todo boo todo justo e todo sabedor a q nehũa cousa he ẽcuberta q da gallardõ a toda psoa de beẽ e de mal segũdo elle mereçe . Este soo ds [........] seer pfeitamẽte amado e seruidoEste soo deos [........] seer perfeitamẽte amado e seruido: lacuna semântica; falta um verbo auxiliar para o infinitivo seer (deve ?). Mas porq elle he tã boõ q ledamẽte reçebe todo seruiço q bõ coraçõ lhe psẽta. E he tã sabedor q sabe toda a possibillidade dos homẽs q lhe abasta q cada huũ faça acerça delle o q pode mas q seja de bõ coraçõ . e por isso vos outr de q o mũdo ha de seer seruydo ẽ laurar e criar q he sostimẽto da vida e criaçõ de toda criaturacriatura: do primeiro a apenas são visíveis vestígios, devido a falha de impressão. humanal porq nõ poderpoder: erro por podẽ. auer spaço de o seruir ẽ jejuũs nẽ oraçoões como as outras molheresmolheres: do s apenas são visíveis vestígios, devido a falha de impressão. das villas e assy vos he neçessaria a ssaluaçõ como a ellas : cõuẽ que o seruaes p outra maneira assi como v direm . s . ẽ coraçõ e ẽ võtade . e assi como o amaes bẽ e lealmẽte : assi vos guardaae de fazer a uosso vezinho o q nõ qriees que v fosse feito . e assy cõselhae vossos maridos que se elles laurã terras doutrẽ que paguem bẽ e lealmẽte e as laurẽ e aproueitẽ como se fosse pa si. e paguẽ daqlle mesmo trygo que naçeo ẽ suas terras e nõ lhe mesturem outro peor nem scõ
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